Pós-operatório: entenda por que a fisioterapia é decisiva para uma recuperação completa

Passar por uma cirurgia ortopédica é apenas uma das etapas do processo de recuperação. Depois do procedimento, o organismo precisa de tempo e estímulos adequados para retomar movimentos, força e funcionalidade. Nesse período, a fisioterapia tem papel importante para conduzir a recuperação de maneira progressiva e de acordo com as condições de cada paciente.
A fisioterapeuta e sócia do Instituto Movis, Nívia Paula, explica que o pós-operatório não deve ser tratado de maneira padronizada. "Cada cirurgia apresenta características próprias, assim como cada paciente tem uma condição física, um histórico e uma resposta diferente ao tratamento. Por isso, a fisioterapia precisa considerar o procedimento realizado, a fase da recuperação, as orientações médicas e a evolução apresentada ao longo do acompanhamento", afirma.
Entre os objetivos no período pós-operatório, estão o controle de dor e edema, a recuperação da amplitude de movimento, o fortalecimento muscular e a retomada gradual das atividades funcionais. O trabalho pode envolver exercícios terapêuticos individualizados, terapia manual e outros recursos definidos a partir da avaliação fisioterapêutica.
A progressão também é um ponto importante. Nas primeiras fases, determinados movimentos ou cargas podem ser limitados para proteger os tecidos em recuperação. Com a evolução do quadro, os exercícios podem ser ajustados para aumentar gradualmente a força, a mobilidade, a coordenação e a capacidade funcional.
"A recuperação precisa respeitar o tempo biológico de cicatrização e, ao mesmo tempo, evitar que a pessoa permaneça por muito tempo com restrições que já não são necessárias. O acompanhamento permite identificar o que o paciente consegue fazer em cada etapa e avançar com segurança", explica Nívia.
Outro aspecto relevante é a recuperação da função. Depois de uma cirurgia, não basta reduzir a dor ou recuperar determinado movimento. É necessário preparar o paciente para voltar às atividades do cotidiano, ao trabalho, aos exercícios físicos ou ao esporte, conforme os objetivos individuais e a liberação da equipe responsável.
Em alguns casos, a tecnologia também pode auxiliar no acompanhamento. Recursos como o dinamômetro permitem mensurar a força muscular e acompanhar a evolução ao longo do tratamento. Já o Game Ready combina crioterapia e compressão e pode ser utilizado como parte da estratégia de recuperação, de acordo com a avaliação profissional.
A fisioterapia pós-operatória, portanto, deve ser conduzida de maneira individualizada e integrada às orientações do médico responsável pela cirurgia. Dor persistente, aumento de inchaço, perda importante de movimento ou dificuldade para realizar atividades após o procedimento devem ser comunicados à equipe de saúde.
"Ter uma recuperação adequada significa recuperar progressivamente a capacidade de movimentar-se e realizar as atividades que fazem parte da vida do paciente. O acompanhamento fisioterapêutico contribui para que esse processo seja organizado, monitorado e adaptado conforme a evolução", conclui a profissional. Simbora lá?

